2007-10-26
SESSÕES DE ESCLARECIMENTO SOBRE OS TRAÇADOS DOS TGV POR ALCOBAÇA
Segue-se uma sessão de esclarecimento em Casais de Sta Teresa.
Presentes estarão os 5 presidentes das juntas afectadas pelos traçados propostos pela RAVA.
Porque se considera que o povo tem de saber mais sobre o assunto para poder tomar uma posição, minimamente lúcida sobre este assunto, APELAMOS A TODOS OS INTERESSADOS EM PARTICIPAR E SEREM ESCLARECIDOS QUE APAREÇAM!
2007-10-19
foi rápido!
desta vez, sou portadora de boas noticias para todos quantos se deslocam à famácia, às juntas ou ao posto médico.
Lembram-se daquela rampa que servia de escorrega e que nos permitia ir do pelourinho até à estátua da padeira?
Pois os paralelos já foram levantados e vão ser recolocados de uma forma a não haverem mais pés partidos.
Devido à inclinação algo elevada vão ser colocados degraus suaves que permitem uma desaceleração na descida.
Provavelmente deverá deixar de haver circulação de veiculos automóveis naquela estrada. Ainda bem!
No meu entender, nem deveria ciecular nenhum carro dentro da vila - veja-se o caso de òbidos - circula-se a pé, tem um belissimo parque de estacionamento à entrada e , ao se circular a pé, acabamos por parar junto ao comércio local e comprar uma lembrancinha.
Bom, pelo menos estamos a começar a ver uma luz que nos permita pensarmos que se vão começar a arranjar os paralelos que têm originado tantas quedas.
Obrigado Senhores Presidentes
2007-10-17
Armadilha permanente
Não consigo encontrar outro termo para definir o estado dos paralelos das ruas de Aljubarrota.
È, realmente uma armadilha para as crianças e para as populações mais idosas da região.
Às vezes, dou comigo a pensar na batalha de Aljubarrota e na táctica do quadrado utilizada por D. Nuno e, não sei se esta táctica dos paralelos mal colocados não teria resolvido melhor o problema.
Talvez seja alguma táctica para afastar os “famosos talibãs” (citando palavras do nosso presidente Gonçalves Sapinho quando se referia aos turistas que nos visitam) e evitar a visita dos turistas a esta região. Será?
Talvez fosse bom saber-se que, as pessoas que sofrem acidentes por mau estado das estradas, passeios, etc, têm o direito de ser ressarcidas das despesas e dos problemas que advenham desta falta de zelo.
Contactados os presidentes de ambas as juntas e interpelados sobre o assunto, fomos informados que, durante o 4º quadro comunitário irão aparecer verbas para a requalificação da zona histórica de Aljubarrota. Bom e até lá, quantos mais braços e pernas se vão partir?
Faço um apelo ao Dr Sapinho – já que gastou 150 000 euros na promoção do mosteiro de Alcobaça, não teria para aí uns troquitos a mais que pudesse dar às nossas juntas para elas poderem zelar pelas suas populações? Ou,, tal não sendo possível, então, pedir ao Luís de Matos que fizesse uma magiazita para nos acertar os paralelos.
Vá lá, senhor presidente, nem que seja só por uma vez durante o seu mandato, faça alguma coisa por Aljubarrota, pode ser?
Muito obrigado
Cabe-me aqui agradecer ao presidente de S. Vicente o facto de, após ter sido alertado, pela notícia publicada no número anterior, sobre o mau estado de manutenção do parque infantil de Aljubarrota ter tomado a iniciativa de mandar limpar o mesmo, bem como cortar as sebes que estavam enormes.
Ficamos satisfeitos por, de alguma forma, podermos ter contribuído para melhorar alguma coisa na nossa vila. Obrigado!
Aljubarrota
Embora tenha uma população envelhecida e pareça permanecer no esquecimento da Câmara Municipal de Alcobaça, Aljubarrota, para além da lenda da padeira, é rica em monumentos históricos.
Eu sei que estamos em época de requalificação e que parte da nossa vila foi classificada como zona histórica mas, nem por isso podemos deixar de estar atentos aos monumentos e casas características que devemos preservar.
Não é só colocar um busto de homenagem a Eugénio dos Santos (cuja estátua ficou belíssima) – é preciso manter e preservar a casa onde nasceu e, essa fica bem na rua principal da nossa vila.
Por ignorância, ou por desconhecimento da preciosidade que esta casa representa (com as belíssimas janelas bem antigas), deu-se inicio às obras de restauro. Até aqui tudo bem mas, meus senhores, colocar alumínio nestas janelas?
Logo que fui alertada para o facto, dirigi-me ao presidente de junta de S. Vicente. Prontamente recebida, o autarca ouviu a mensagem e informou-me que já tinha dado conhecimento deste facto ao arquitecto da câmara, responsável por esta área em Aljubarrota.
De facto, no dia imediatamente a seguir, os fiscais compareceram no local. Se foi por este motivo ou por outro, não sabemos. Mas, o facto é que, os andaimes foram retirados.
Pronta actuação quer da junta de S. Vicente, quer da câmara municipal, esperemos que isto não fique por aqui e possamos constatar que vai ser reposta a janela mas sem alumínio.
2007-10-03
TGV - O QUE NÂO SE DIZ
A passagem do TGV pelo nosso concelho irá provocar imensos problemas de carácter social, económico, patrimonial e histórico.
Talvez seja tempo de vos dizer que existe um estudo de impacto ambiental, de cerca de 150 páginas, onde podemos encontrar alguns “pormenores” que a RAVE recebeu do Instituto do ambiente e Desenvolvimento, de entre os quais destaco algumas passagens:
- “O ruído constitui um dos factores de qualidade ambiental em que o projecto terá um impacto negativo. Efectivamente, os cálculos efectuados (…) apontam para um aumento dos custos externos na categoria ruído associado ao CAV. (…) Identifica-se como principal condicionante existente, a densidade populacional presente no corredor do CAV.
- Em 1990, (…) os traçados analisados apresentavam, ainda, potenciais implicações ambientais referentes aos aspectos ecológicos, hidrogeologicos e geotécnicos
- Os efeitos aqui analisados são considerados permanentes, uma vez que a perturbação dos mesmos se faz sentir durante todo o tempo de vida do projecto.
- É admissível que a região metropolitana de Lisboa se estenda desde Leiria a Setúbal, embora arcada por descontinuidades que se podem admitir ser resultantes de acidentes naturais (Serra d’Aire e Candeeiros e Vale do Tejo)”
Ora estas não são palavras minhas, fazem parte do estudo que acima referi mas, o estudo ainda nos diz mais:
“Tendo em linha de conta a análise da dinâmica urbana e territorial prevê-se que o efeito barreira do traçado irá provocar consequências negativas nos núcleos urbanos atravessados marginalmente relativamente aos seguintes aspectos:
- Alterações na estrutura do território, menores condições de atracção e de investimento
- Situações de estagnação/decréscimo populacional
- Aumento de desequilíbrios entre os núcleos atravessados marginalmente e os núcleos servidos pelas estações
Síntese:
1. Separação de núcleos urbanos consolidados, com alterações na dinâmica urbana e social existente, além de eventuais desequilíbrios funcionais
2. Fragmentação do território com as seguintes consequências: isolamento de núcleos existentes ou alteração das actuais dinâmicas de expansão urbana.
3. O atravessamento ou a proximidade da linha de alta velocidade às áreas classificadas poderá colocar em causa a susceptibilidade dos valores naturais (…) inviabilizando o objectivo que as norteia.
4. (…) Há que ter em atenção as questões ligadas à fragmentação do habitat.
5. A fragmentação do habitat é um aspecto a ter em conta sobretudo como efeito cumulativo.
6. O efeito barreira provocado por uma infra-estrutura de transporte linear limita a deslocação das espécies no território conduzindo à diminuição da diversidade genética das comunidades que ficam isoladas (função dos problemas de consanguinidade) o que terá reflexos a nível da biodiversidade, alem de outros efeitos indirectos como o ruído
Meus amigos, é isto que queremos para Alcobaça? Porque é que isto não nos foi dito antes? Terá de ser Alcobaça, mais uma vez massacrada em prol da imposição de alguns sobre a nossa qualidade de vida?
2007-10-02
Casal do Além
Tive conhecimento, em sessão pública de assembleia de freguesia, decorrida no dia 28 deste mês, por habitantes deste lugar, de um facto que me parece, de tal gravidade, que necessita de ser, aqui, divulgado.
Talvez, assim, possamos, modestamente, contribuir para alertar as entidades competentes.
Na Rua Principal deste casal (que liga à Ataíja) existe uma placa de sinalização (devidamente regulamentada) que proíbe a circulação a veículos com carga superior a 26 toneladas mas o que assistimos, diariamente, nesta via, é a circulação de veículos carregados com mais de 50 toneladas e a uma velocidade arrepiante.
Para além de estragarem o pavimento, não cumprirem os horários estabelecidos para o efeito e de provocarem o rebentamento das condutas, colocam em perigo os habitantes do lugar e os demais veículos que possam estar a circular na faixa contrária.
Como me parece lógico, este sinal não foi colocado neste local por mero capricho de alguém ou por se tratar de alguma obra de arte que deva embelezar o local! Deve ser respeitado o que nele está representado, pois visa evitar acidentes.
O facto é que, no dia 22 deste mês, perto da hora do almoço, um destes veículos, carregado de pedra se virou tendo, não só obstruído a via, como tendo, até, rebentado uma boca de incêndio existente no local.
Por sorte não houveram vítimas humanas, mas foi mesmo por sorte!
Ora, então, aqui vão os meus apelos:
- Aos infractores: Por favor respeitem a sinalização existente no local e evitem acidentes desnecessários – lembrem-se que, um dia, pode vir alguém a circular, a pé ou noutra viatura e virem a ser vítimas do vosso desrespeito pelos outros
- Às autoridades competentes: Com tantas operações stop, onde são utilizadas balanças para medir o peso das viaturas, ainda não tiveram um tempinho para realizar uma dessas operações nesta rua? Será que este local fica fora da vossa área de intervenção de fiscalização? Ou será que apenas não tinham conhecimento deste facto?
Bom, agora já têm conhecimento e POR FAVOR FAÇAM ALGUMA COISA! A população residente neste lugar tem direito a não viver, constantemente, em sobressalto!
2007-09-29
perguntas e respostas sobre o tgv em aljubarrota
com sua autorização, passo a reproduzir as perguntas do Jorge e as respectivas respostas da RAVE:
1- qual o espaço em metros da largura de implantação da via?
R: o espaço para implantação da via é de 14 metros. no entanto, estima-se que a largura média de ocupação, entre vedações, seja de cerca de 40 metros, variável em função do desnivel entre a cota do terreno natural e a cota da plataforma a construir
2- qual irá ser a distância de segurança, independentemente do traçado escolhido, a partir da via?
R:o decreto-lei nº 276/2003, de 4 de novembro, estabelece as servidões e as restrições a que estão sujeitos os proprietários dos prédios confinantes do caminho-de-ferro ou seus vizinhos, nomeadamente, áreas non aedificandi que para linhas de veloci~dade de velocidade elevada, igual ou superior a 220 km/h, não poderão ser inferiores a 25m para além do limite do caminho-de-ferro. embora ainda não exista legislação para linhas de alta velocidade, admite-se que o valor indicado se possa manter
3- a quantos metros irá ficar a rede de protecção ao TGV, a partir da linha?
R: respondido no ponto 1
4- dentro da zona de segurança podem ficar as casas existentes e se serão impedidads novas construções?
R: na área non aedificandi, em geral, poderão manter-se as construções existentes, mas não serão permitidas novas construções
5- qual o raio no qual se estima ser a zona afectada a quando da construção da linha?
R: a zona afectada, a quando da construção da linha, deverá ser pouco superior à zona de ocupação a menos dos caminhos de acesso e das áreas destinadas a estaleiro ou depósito de materiais
Mais uma vez se pede à população de Aljubarrota o favor de se dirigir a qualquer das juntas de freguesia para ser informado sobre a forma de protesto a este projecto imposto por aqueles que só podem estar a tomar estas medidas e a aprovar este projectos por não conhecerem nem a zona nem o impacto negativo que este pode vir a ter nas nossas vidas futuras
TVG a destruir a vida das gentes de Aljubarrota
Isto deve-se ao facto de, tal como a maior parte da população do concelho, não estar informada o suficiente, quer sobre os traçados possiveis, quer sobre os impactos negativos que isso iria ter para o nosso concelho e, em particular para as gentes de Aljubarrota.
Agora estou!
Meus amigos
Não sou filha de Aljubarrota mas adoptei-a e creio que, de alguma forma, esta terra também me adoptou e isso, dá-me legitimidade para defender as suas causas e dar, aqui, voz a centenas de pessoas que serão afectadas pela ambição cega de sair da cauda da Europa e de mostrar, lá fora, o que não conseguem mostrar cá dentro.
Vamos ser sérios e pensar no nosso país em primeiro lugar e deixar para segundo plano a "tentativa de ficar bem na fotografia da Europa".
Antes de vos dizer as razões que me levam a ser contra TODO E QUALQUER TRAÇADO que passe por Aljubarrota, deixem que vos lembre o seguinte: Aljubarrota e Alcobaça, em momentos dificeis e decisivos da nossa história, foi forte o suficiente para lutar pelos seus direitos e por Portugal - É HORA DE MOSTRAR QUE AINDA O SOMOS!
Ainda está na nossa mão, até ao dia 3 de outubro, mostrarmos a nossa discordância em relação à passagem do TGV nas nossas terras, nos traçados que nos foram impostos.
Tal como fizeram as nossas juntas de freguesia e hoje, a assembleia de freguesia de Prazeres de Aljubarrota (a assembleia da junta de S. Vicente só se realiza amanhã e do resultado desta, também vos darei conhecimento, em primeira mão), também nós podemos fazer alguma coisa por Alcobaça em geral e, por Aljubarrota em particular: mostrar por escrito, as razões da vossa indignação e discordância do projecto.
Posto isto, passo a enumerar alguns dos problemas que podem advir da passagem do TGV pelas nossas freguesias de Aljubarrota:
- Muitas casas da Lagoa do Cão, Olheiros, Ataijas, Cadoiço, Casais de S. Teresa, Carvalhal, Casal do Rei, Moleanos, etc vão ser destruidas ou afectadas
- vão ser expropriadas (e decerto nunca pelo justo valor) casas e terrenos a 90 m da passagem do tvg
- as grutas históricas do carvalhal de aljubarrota vão estar em perigo e vamos deixar de poder estudar mais sobre a história , não só de Aljubarrota, mas da própria humanidade
- a centenária capela de s. joão baptista, uma das mais antigas do país e classificada como património nacional vai sucumbir face ás escavações
- zonas verdes, aves migratórias e o coração de oxigénio das nossas freguesias vão ser destruidas
- a radiação vai acelerar problemas cancerigenos nas nossas populações
- o impacto sonoro vai afectar até 150m da via
- na Lagoa do Cão o tvg vai atravessar a única parte onde era possivel contruir ( a restante estava em pdm)
- a economia da região, que se baseia em 80% (nada importante, pois não?), e que diz respeitoà extracção de pedra vai ser afectada
- O concelho vai ficar dividido em 2
- Quase 70% dos casais de S. Teresa vão ser destruidos
e mais irei divulgando sobre as razões que me levam a estar contra a passagem deste desnecessário investimento, consoante as informações técnicas me forem chegando.
Mas, não quero deixar de vos colocar algumas questões sobre o assunto, para irem pensando:
- vale a pena fecharem-se escolas e maternidades por falta de verba para, depois, se gastar tanto dinheiro num transporte de alta velocidade?
- a quem serve este tipo de transporte?
- que lobbies estamos nós a ajudar?
- vocês que passaram uma vida inteira a juntar um dinheirinho para, com suor, lágrimas e sofrimento, terem uma casita ou um pequeno terreno, vão deixar que, alguns senhores, com o rabo bem sentado numa cadeira do poder, vos tirem tudo o que vos custou a ganhar?
Meus amigos
se este meu artigo, vos chegou às vossas casa e vos indignou (como me indignou a mim e, note-se - a minha casa não é afectada!), então, por favor, dirijam-se à vossa junta de freguesia e lá, terão todas as informações que vos permitem lutar contra esta injustiça.
façam-no já na próxima segunda-feira, não deixem de lutar pelo que é vosso, ou... do vosso vizinho!
Não baixem os braços! Mostrem que PODEMOS REPETIR A HISTÓRIA DA PADEIRA DE ALJUBARROTA - TEMOS A FORÇA DA RAZÃO E NINGUÉM NOS PODE VENCER!
Vou deixar-vos com algumas imagens do Vale do Mogo (que retirei do blog http://ambialcobaca.blogspot.com/ ), onde Valdemar Rodrigues (Ph.D. em Engenharia do Ambiente (FCT/UNL);M.Sc em Ecologia, Gestão e Modelação dos Recursos Marinhos (IST/UTL);Engenheiro do Ambiente (OE nº 36575).) refere que a ribeira do Vale do Mogo como "um ecossistema tipicamente mediterrânico, único e de um enorme valor ecológico em termos de flora e fauna."



2007-09-19
Piscina em Aljubarrota?
Ora, aqui está mais um assunto que gostaria muito que não caísse no esquecimento das gentes de Aljubarrota.
Eu tenho um passatempo que me vai sendo muito útil: guardar todos os programas de campanha eleitoral dos mais diversos partidos políticos e de candidatos às freguesias do nosso concelho.
Um dia destes, lembrei-me de os reler e de tentar ver o que realmente foi cumprido, depois das promessas feitas e sabem o que descobri?
Que no programa a candidato do actual presidente de S. Vicente estava a promessa de uma piscina para Aljubarrota. Bom, então senhor presidente: esqueceu-se da promessa feita ou, simplesmente, prometeu o que sabia que não iria realizar. Ou estará a pensar ir adiando esta ideia (até porque nunca mais se ouviu falar nela!) como tem adiado outros projectos prometidos em campanha.
Teremos de desacreditar nos folhetos eleitorais depois de eles terem custado tanto dinheiro, ou vamos começar a prometer só o que realmente temos certezas de poder cumprir?
Parque infantil de Aljubarrota:
Gostava muito que todos dessem mais importância às necessidades das crianças.
Aljubarrota está a tornar-se uma vila envelhecida e sem grandes atractivos para que os mais novos ali se fixem e façam renascer a nossa histórica vila.
Desta vez, recebi algumas queixas sobre o estado a que deixaram chegar o nosso parque infantil.
Há um banco mal fixado e que pode colocar em perigo a integridade física das nossas crianças, as sebes foram crescendo e ninguém se lembra de as aparar, o lixo fixa-se no chão do parque e as nossas crianças têm de lidar com ele se quiserem brincar.
Ora demorou-se tanto tempo para fazer uma manutenção à estátua da padeira que, agora que se fez, não sobrou alguns eurozitos para a manutenção do parque infantil?
Com que moral vamos pedir às nossas crianças para, no futuro serem zelosas e asseadas se, agora, que estão exactamente no período da sua formação lhes é dado este exemplo?
Parque de merendas da Cumeira
Ora que satisfeita que fiquei quando percebi que, finalmente, se tinha feito algo de útil para o povo na freguesia de S. Vicente – o parque das merendas da Cumeira.
Mas, para além de pouca informação sobre aquele parque, podemos ainda ver, como atractivo chamatório, os contentores e os eco pontos sempre cheios de lixo e, à sua volta, ainda podemos ver autênticos cemitérios de móveis velhos.
Bom, vamos tratar de resolver estes assuntos e mostrar a todos quantos passam por lá que o parque é aprazível e necessário?
2007-09-17
de volta!
Fiquei muito sensibilizada quando percebi que, quer aqui, quer nos artigos que escrevo ,regularmente, no jornal "O Alcoa", sentiram a minha falta.
Obrigado amigos (e os que o não são!)!
Aliás, houve quem perguntásse a uma figura da politica de Aljubarrota se já me tinha conseguido calar ao que, essa figura respondeu que "me tinham dado um cheirinho".
Ora aqui fica uma promessa a todos quantos me lêem - Eu não me calo com cheirinhos (que, aliás não recebi!).
A esse cavalheiro tenho apenas uma coisa a dizer-lhe - estará a falar dos cheirinhos que provêm da única parte vísivel do parque das merendas da Cumeira? estou a falar, é claro, dos contentores cheios de móveis e de lixo que se encontram nesse parque e das respectivas casas de banho!
Ou, estará, por outro lado, a referir-se ao cheirinho daquela piscina que, na última campanha eleitoral, prometeu fazer aparecer em Aljubarrota e que nunca ninguém viu? - deve vir no TGV!...
Sabe, quer parecer que, alguns politicos laranja até são bons discipulos do seu mestre local : prometem muito, vão às festas todas mas, quando toca a trabalhar... têm a mão inchada!
Estou a mentir? Não me parece!
Onde estaria este cavalheiro quando, em Agosto, todas as gentes de Aljubarrota andavam numa lufa-lufa a organizar e a preparar a medieval?
Talvez, descansadamente, de férias em Espanha...
ou, talvez a preparar o discurso na inauguração de algum evento para o qual nada trabalhou.... ou, a preparar algum cheirinho que nunca chegou a oferecer a ninguém!....
Ai S. Vicente, S. Vicente.... a que mãos foste tu parar!?...
2007-08-17
Aljubarrota medieval 2007
As juntas de freguesia de Prazeres e de s. Vicente, a Cma e a população homenagearam a padeira de Aljubarrota e D. Nuno Álvares Pereira com coroas de flores depositadas durante o desfile do dia 14:
2007-06-27
vereadora do ps em Aljubarrota
Meus amigos, finalmente, alguém se apercebeu de algo que.. salta à vista: a falta de iniciativas da junta de S. Vicente.
A freguesia foi visitada pela vereadora municipal eleita pelo PS.
Ela conseguiu ver a falta de passeios, a má condição das estradas, os problemas de acessos de idosos e deficientes ao posto de correios e aos serviços da junta.
Pois, também não podia ver mais! Durante todo o tempo que a freguesia está entregue a este elenco apenas se fez um parque de merendas (belíssimo mas mal divulgado).
Os sinais desbotados, a sinalização mal colocada, os buracos nas estradas (lembram-se de um buraco de que vos falei em frente ao campo da bola de Aljubarrota? Foi arranjado (?!) quando o Dr Cavaco nos visitou mas, foi tão bem arranjado que já está na mesma – Vamos pedir ao Dr Cavaco que volte?), os paralelos levantados, etc
Não é que eu tenha esperança que, da visita da vereadora surja um milagre que faça o sr presidente fazer alguma coisa pela freguesia que o elegeu .
Acho que temos de pedir ao Luís de Matos que visite S. Vicente e faça uma magia…
Lúcia Duarte
2007-06-21
nomeações
Vou nomear:
Terra de paixão
alcobaça e não só - no sapo
s.martinho
aceitam?
e aqui ficam os meus 7 candidatos:
Luis de matos - já lhe deram um pelouro na Cma, não deram?
Presidente da junta de S. Vicente de Aljubarrota
Presidente da junta de freguesia de S. Martinho do Porto
Presidente da junta de freguesia de Alcobaça
vereadora da cultura da câmara municipal
Vereador Bonifácio
presidente da assembleia municipal.
ah, e já agora, desculpem este á parte - como podem ver não nomeei o dr sapinho! nem vale a pena, pois não? Acho que ele nem sequer é politico e, nem sei mesmo se é licenciado (como o outro....) - mas nem vamos falar nisso! vamos é colocar os blogguers a mexer
2007-05-27
Aljubarrota vista por Salazar
mas, para os que não me conhecem, aqui fica a minha opinião:
Salazar foi um dos melhores gestores de que reza a história. consolidou as nossas finanças (embora à custa de muitas mortes nas guerras de áfrica)e deixou imenso dinheiro nos cofres de Estado (que serviu para ser esbanjado logo após o 25 de Abril)mas que fechou Portugal ao avanço cultural e tecnológico.
a parte negra (e muito negra) foi a censura, a policia politica e as atrocidades que se faziam em nome do estado novo a quem se atrevesse a pensar de um modo diferente.
Bom, vou ser sincera, tirando as torturas, isto em 3 décadas não mudou muito...
mas só vos digo isto porque encontrei um artigo de Salazar sobre Aljubarrota que gostava de partilhar convosco:
COMEMORAÇÃO DE ALJUBARROTA
«Em 14 de Agosto de 1935 — há portanto 550 anos — foi travada entre portugueses e castelhanos a batalha de Aljubarrota, não muito longe do sítio onde hoje se admiram a igreja e convento da Batalha, erguidos em convento da Batalha, erguidos em comemoração da vitória.
A desproporção das forças em presença — 7.000 portugueses para mais de 30.000 inimigos — o fulminante da vitória, as pesadíssimas perdas infligidas aos castelhanos, mas perdas infligidas aos castelhanos, a fuga do rei de Castela, a maneira como foi conduzida a batalha sob o aspecto puramente militar por esse extraordinário generalíssimo, e assombroso de misticismo religioso e de génio guerreiro, que se chamou D. Nuno Álvares Pereira, fazem de Aljubarrota o ponto central da longa guerra havida com Castela e a vitória mais representativa do esforço de nossos avós pela independência de Portugal.
Esta é a primeira e grande liberdade por que se bateram então.
A crise de pensamento e de consciência que na passagem da primeira para a segunda dinastia atormentou os portugueses, os perigos que afrontaram, as fomes e pestes que sofreram, as lutas em que se empenharam só para manter o direito de não serem governados por outros e vincar a aspiração de continuar o seu rumo histórico sem sujeição a rei estrangeiro, gravaram para sempre Aljubarrota no espírito da Nação e fizeram desta data a verdadeira festa da independência.
Passaram sobre o acontecimento alguns séculos que não foram sempre de paz e concórdia na península.
Novas dificuldades de sucessão no trono português trouxeram o domínio dos Filipes e contra ele as longas guerras da restauração. Sobre estas mesmas também já passaram séculos.
Era ridículo ter alimentado nos corações os rancores nascidos nas batalhas: por isso Aljubarrota, Atoleiros, Valverde, com três séculos mais tarde Montijo, Ameixial, as linhas de Elvas, Montes Claros são vitórias mas não já gritos de ódio, não são hoje contra ninguém, são para nós mesmos.
E parece que assim mesmo deveria ser.
Podemos orgulhar-nos de sermos na Europa o único país cujas fronteiras se podem dizer imutáveis desde há séculos; é, de facto curioso!
Uma vez talhada pelos primeiros reis na faixa atlântica, nem mesmo se notou nunca a preocupação de alargar na península as fronteiras da Pátria.
Ia noutra direcção a força expansiva da raça, o seu génio descobridor e de colonização: pelo Atlântico, pelo Índico se expandiu o povo português, descobriu as terras e os mares, abriu aos outros povos novos mundos, levando e deixando por toda
a parte o traço característico da sua dominação — o humanitarismo da sua
alma latina, o apostolado da sua civilização cristã.
Por outro lado, a Espanha seguiu também o seu curso, ora paralelo ora concorrente, ergueu a sua história no nível dos grandes heroísmos e façanhas, fez na América Central e do Sul, afora o Brasil, poderosas nações, filhas do seu sangue e do seu catolicismo.
Não precisara de nós e só contra nós não pudera nunca ter razão.
Estamos em face de um imperativo histórico, contra o qual têm lutado debalde os derrotistas, os acomodatícios, os filósofos d`aquém e d`além fronteiras. Estes têm o direito de, raciocinando sobre abstracções, classificar de erro o que os séculos impuseram e a nossa vontade inabalável se sente obrigada a manter.
Como sempre esta vontade não é nem tem de ser a de todos ou cada um dos portugueses, mas a que se desentranha da massa da Nação.
Antes e depois de Aljubarrota havia portugueses partidários do rei de Castela, e o
próprio D. Nuno Álvares Pereira sentiria alanceado o coração de saber irmãos
seus lutando pelo rei estrangeiro.
Em 1580, em 1640 também nos dividimos: membros do clero e da nobreza foram vítimas da dificuldade de ver claro em certos transes históricos, sobretudo se interesses elevados de qualquer ordem começam pesando na balança dos juízos, e a empecer as deliberações a que trazem em seu seio riscos da vida e da fortuna.
Mas os que, tendo à frente Álvaro Pais, quiseram que D.João, Mestre de Aviz, fosse proclamado «regedor e defensor do reino»; os que seguiram D. António, Prior do Crato; os que apoiaram e fizeram valer o grito dos fidalgos conspiradores da independência, em 1640, tiraram do seu mesmo desinteresse aquela clara visão do imperativo nacional que irresistivelmente os levou a esquecer a desproporção das forças e dos meios, os perigos da aventura e os benefícios que puderam usufruir de outras soluções.
Não há dúvida de que, homens de escol nas letras, na política, nas armas o guiaram para as resoluções e vitórias definitivas, mas é preciso crer, em face de tais exemplos, que o povo é pela simplicidade da sua alma e espontaneidade dos seus sentimentos, a fonte sempre viva do nosso nacionalismo.
Que importa que no presente momento histórico não seja igualmente vista por muitos a necessidade e grandeza da obra nacionalizadora em marcha, se o povo tem a intuição duma época decisiva da nossa vida e de que por este caminho se retoma o velho rumo da história pátria!?
Eis porque se pensou que a festa de hoje deveria ter o cunho de festa popular.
Festa popular e festa de mocidade. Nuno Álvares tinha vinte e três anos quando da revolução em Lisboa, e 25 em Aljubarrota; D. João I, 25 ao ser proclamado defensor do reino e 27 na segunda daquelas datas. O estado maior do Condestável eram rapazes de pouca idade, com o espírito aventuroso e irrequieto dos jovens, insofridos nas pelejas, mas obedecendo cegamente ao chefe. Com estes se fez a campanha e se assegurou a independência de Portugal.
Hoje como então se exige espírito novo para fazer a revolução nacional o espírito novo é mais fácil encontrá-lo em novos que em velhos, ainda que haja velhos com mocidade de espírito e moços gastos por interesses e preocupações que não costumam ser da sua idade. É, porém, essencial que o espírito da mocidade seja por nós formado no sentido da vocação histórica de Portugal com os exemplos de que é fecunda a História, exemplos de sacrifício, patriotismo, desinteresse, abnegação, valentia, sentimento da dignidade própria, respeito absoluto pela alheia.
Facto cheio de ensinamentos é o comemorado hoje: homens que sirvam de exemplo para a nossa formação esses que, à volta de D. João I e do Condestável, maravilha não lhes tocaram nem os puderam diminuir. Sobretudo esse Condestável D. Nuno, depois Frei Nuno de Santa Maria, guerreiro e monge, chefe em maus anos seus bens pelos mesmos que derrotara em batalhas para que não mandassem na sua terra, erguido sua valentia no altar de Pátria como a Igreja o havia de erguer pelas suas virtudes nos altares da fé, cheio de honras e riquezas e enterrado em vida no Convento do Carmo, na dura estamenha de frade, quando depois de Ceuta lhe pareceu já não ser necessária a espada para defesa da Pátria, mas disposto de novo a vestir as armas se el-Rei de Castela a alguma vez tentasse invadir Portugal.
Por estes motivos os sítios de Aljubarrota e a Batalha devem ser os lugares de entre os eleitos para as grandes peregrinações patrióticas, e eu quisera que no próximo ano ali acorressem de todos os cantos de Portugal, milhares, centos de milhares de portugueses de hoje, sobretudo a juventude, para vivificar e robustecer ao calor dum passado heróico a sua devoção patriótica.
E, visitados os campos da luta, entrariam, devotadamente na igreja do Convento da Batalha que, ao contrário da do Escurial de Filipe II, lúgubre e apropriada para as exéquias dum grande rei, é clara e triunfal, como se não fosse feita para a oração de todos os dias mas apenas para o solene Te Deum das grandes e magníficas vitórias.
Nunca passo ali, mesmo apertado pela estreiteza do tempo, que não me sinta obrigado a parar, a entrar e pisando a campa rasa do Rei de boa memória e parece ainda guardá-lo na morte, penetrar comovido na capela do Fundador.
Aí se encontram os restos mortais de D. João I e da rainha D. Filipa de Lencastre, e à roda a «ínclita geração de altos infantes»; ali repousam os que consolidaram a independência de Portugal, se assentaram as bases da sua grandeza futura.
14 VIII 1935.
Oliveira Salazar»
In A Voz, n.º 3048, págs. 1/8, 15.08.1935.
2007-05-06
SOS DOADORES DE MEDULA
"Por favor divulguem... e participem!!!
Esta recolha foi organizada por causa da pessoa de quem falei aqui e aqui. Havia 3 dadores, mas de repente e sem mais nem menos deixou de se poder contar com eles. É possível que já tenha aparecido outro, mas não é garantido. De qualquer forma, seja para esta pessoa ou para outra, um simples gesto nosso pode fazer a diferença entre a vida e a morte.
POR FAVOR COLABOREM!!!
Who links to my website?
2007-04-20
Terreno para ampliar a misericórdia de Aljubarrota
Não é meu papel tomar partido por qualquer das partes envolvidas mas, como sou, acima de tudo, uma defensora incondicional de Aljubarrota, das suas gentes, tradições e necessidades há pelo menos uma elação que posso tirar: o terreno foi, outrora, doado por testamento à paróquia. O papel da igreja deve ser o de cultivar o espírito e ajudar os mais carenciados e desprotegidos (pelo menos é esta a minha interpretação das pregações de Cristo, também ele humilde e Misericordioso).
Em Aljubarrota, este papel de servir os mais desprotegidos e carenciados tem cabido à Irmandade da Misericórdia, de há 400 anos a esta parte.
Pessoalmente, gostaria muito de saber que esta instituição não teria de passar por tantos sacrifícios e tempos de impasse para, conseguir construir um centro de noite que permita dar uma assistência e calor humano aos nossos idosos…
Assim, no dia 2 de Abril, em reunião de câmara ficou decidido que esta iria adquirir o terreno à Igreja (7062 m2) por 97.265.58€ (valor a ser pago em 3 prestações anuais, a começar ainda em 2007) e que o irá doar a esta misericórdia.
Lúcia Duarte
Obras na Boavista
Em campanha eleitoral, o nosso presidente de câmara e a vereadora da cultura, haviam prometido a execução destas obras, aos presidentes de junta de Prazeres e da Maiorga, a quando da inauguração do Atl – promessa cumprida!
Mas, ó Dr. Sapinho, não esqueça as outras que foi fazendo durante essa campanha! – olhe que… nós também não esquecemos!
Igreja de Prazeres
De sua iniciativa, comprou-se um tapete vermelho que percorre o corredor principal da igreja.
Está mais bela a já magnifica igreja!
Agora, este grupo de senhoras solicitou-me que, através deste nosso “Alcoa” eu fizesse, em nome delas, um agradecimento a todos com os que contribuíram com donativos para esta compra.
Obrigado a todos
Um “até sempre”
Grande Homem este com que sempre pudemos contar.
De coração aberto e generoso, este nosso conterrâneo tratava todos por igual, independentemente de serem ricos ou pobres, da cor partidária ou religião de cada.
Foi presidente de junta da freguesia de Prazeres de Aljubarrota e nesta condição fez tudo o que pode para a desenvolver e promover.
Desde a Misericórdia, às festas de Carnaval e às comemorações do 14 de Agosto, este Homem sempre deu o seu contributo – quase que nem era preciso pedir, bastava que ele sonhasse que era preciso alguma coisa.
Bom amigo, bom filho, bom pai e bom marido, de tal forma que, não encontro palavras para o descrever.
Mereceu a despedida que, sentidamente, todos lhe fizemos!
È com pena que o vimos partir mas, também sabemos que levou Aljubarrota no coração.
No dia 16, celebrou-se a missa de 7º dia.
Com a autorização dos familiares deste nosso amigo, algumas pessoas de Aljubarrota foram buscar flores que tinham sido oferecidas por altura do funeral e fizeram bonitos arranjos com que enfeitaram a igreja.
Foi com sentida dor na alma que o nosso pároco celebrou as missas de corpo presente e de 7º dia, a este nosso amigo.
Nesta última, foi feita uma homenagem como se ele estivesse ali presente e bem vivo.
Mas é assim que todos nós o sentimos – merecedor de uma enorme salva de palmas pelo belo ser humano que foi e bem vivo e presente nos nossos corações!
Até sempre! Aljubarrota jamais o esquecerá!
2007-03-04
Lameira de Aljubarrota
Os custos já estão devidamente orçamentados e aprovados a nível camarário.
O local escolhido para este pavilhão que vai servir toda a freguesia, foi a Lameira, num espaço de que a câmara é proprietária e que fica em frente à Associação recreativa desta localidade.
José Lourenço, presidente da junta de freguesia, acredita e espera que as obras fiquem concluídas durante este seu mandato
Carvalhal de Aljubarrota
A pessoa que, devido a um acidente danificou o monumento, identificou-se, permitindo, assim, que a junta de freguesia pudesse dar início às negociações com a seguradora.
Concluídas as mesmas, a junta procedeu à adjudicação da obra que ficou a cargo de Vigário e Machado.
Juntamente com o restauro irão haver outras obras que evitarão que hajam novos acidentes e o monumento irá, finalmente, ter o degrau que, durante as obras anteriores tinha ficado tapado com alcatrão.
Mas as obras no Carvalhal não vão ficar por aqui: segundo o nosso presidente de junta vai haver uma zona desta povoação (na parte junto à escola e que se estende) vão ser colocadas canalizações e logo que estejam concluídas, irão colocar o almejado passeio junto à escola.
Podemos adiantar, desde já, que já se vai dar início ao projecto de saneamento.
O voo do nosso presidente
Arrojado e destemido este nosso presidente de Prazeres, agora, não lhe basta trabalhar, até voa.
Pois é, José Lourenço marcou presença na cerimónia de entrega do certificado de finalista ao mosteiro de Alcobaça, no passado dia 3.
No fim, foi dar uma voltinha de balão. Felizmente este estava bem amarrado pois ele faz muita falta, aqui, na nossa freguesia…
2007-02-19
Carnaval de Aljubarrota
Depois de, no número anterior, vos ter alertado para a comemoração do Carnaval pelos “pequeninos” das nossas freguesias, achei por bem voltar a falar do evento.
As professoras da escola primária de Aljubarrota estão de parabéns: a ideia foi genial! Contar a história da nossa terra aproveitando o Carnaval e levando as crianças a participar, de modo a reviver a medieval e os seus heróis, é de louvar.
Mas tenho a certeza que, tal não seria possível se não houvesse a ajuda (sempre pronta) das auxiliares e dos encarregados de educação – foram impecáveis!
Pessoalmente, dou-vos os parabéns e o nosso “Alcoa” também!
Mas, quem está mais de parabéns são as nossas crianças que, para além de estarem lindas nos papéis de D. Nuno Álvares Pereira e de padeira de Aljubarrota, se portaram à altura de tão importante evento histórico.
Ver estas crianças, orgulhosas nos seus papéis, fez-me acreditar no futuro e pensar que, esta geração pode ser melhor defensora da nossa cultura e da nossa história do que nós. Força crianças! Somos todos, de alguma forma, os D. Nunos e as padeiras de Aljubarrota.
Carnaval de Aljubarrota em 1971
Associação da Lameira
Fiz uma tentativa no sentido de ouvir os responsáveis desta colectividade sobre o afastamento sem sentido de um sócio fundador mas, até à hora de fecho da nossa edição, nada consegui.
Neste caso, como aliás, bastantes outros das nossas freguesias e do nosso concelho, nada se pretende esclarecer e parece estarmos a viver numa anarquia – todos fazem o que querem, como querem e…continuam impunes.
Há tanta falta de bons edifícios para divulgar a cultura e o desporto na nossa freguesia e, esta colectividade “dá-se ao luxo” de apenas servir para café e para jogar às cartas.
O saldo deve ser bastante positivo uma vez que, ao não haverem gastos com quaisquer iniciativas e não tendo havido obras (que aliás nem eram necessárias, tal é a qualidade do edifício e o pouco uso que se faz dele!)…
Não sabemos! Não houve acesso a tais dados em nenhum órgão de comunicação regional, nem a afixação dos mesmos em qualquer lugar público.
Porque é que nunca apareceram em nenhuma assembleia-geral da nucca? Estarão com medo que lhes copiem a falta de iniciativas?
Nova paragem de autocarro
Falta de iluminação
2007-02-18
Associação da Lameira
Fiz uma tentativa no sentido de ouvir os responsáveis desta colectividade sobre o afastamento sem sentido de um sócio fundador mas, até à hora de fecho da nossa edição, nada consegui.
Neste caso, como aliás, bastantes outros das nossas freguesias e do nosso concelho, nada se pretende esclarecer e parece estarmos a viver numa anarquia – todos fazem o que querem, como querem e…continuam impunes.
Há tanta falta de bons edifícios para divulgar a cultura e o desporto na nossa freguesia e, esta colectividade “dá-se ao luxo” de apenas servir para café e para jogar às cartas.
O saldo deve ser bastante positivo uma vez que, ao não haverem gastos com quaisquer iniciativas e não tendo havido obras (que aliás nem eram necessárias, tal é a qualidade do edifício e o pouco uso que se faz dele!)…
Não sabemos! Não houve acesso a tais dados em nenhum órgão de comunicação regional, nem a afixação dos mesmos em qualquer lugar público.
Porque é que nunca apareceram em nenhuma assembleia-geral da nucca? Estarão com medo que lhes copiem a falta de iniciativas?
Nova paragem de autocarro
Falta de iluminação
2007-02-06
Carnaval em Aljubarrota
De certo, a ideia serviu para contar aos mais pequeninos esta parte, tão bela e importante, da nossa história.
Bem-hajam todos os que têm trabalhado neste projecto!
Irregularidades na Associação da Lameira
Talvez seja horas de pedirmos explicações às direcções desta colectividade pelas atitudes e decisões tomadas à revelia dos sócios.
E talvez não seja demais recordar que parte dos nossos impostos também vão para esta colectividade quando, por exemplo, recebem apoios quer da câmara, quer da junta. Podem nem ser apoios a nível monetários, mas são apoios em materiais de construção que saíram do erário público para beneficiar uma colectividade que não produz cultura ou desporto em nenhuma das suas vertentes.
Como se já não bastasse terem um bar aberto isento de determinados impostos, o aluguer do salão para casamentos e baptizados, etc, ainda se têm atitudes que, no mínimo contrariam as leis das colectividades em geral e os estatutos desta,m em particular.
Esta colectividade nasceu há mais de 30 anos, num barracão do “António da Quinita”.
Juntou-se um grupo de homens e mulheres que, arregaçando as mangas, decidiram erguer a sede da associação num terreno que um benemérito da terra ofereceu para o efeito.
Foram dias difíceis, desde o arranjar verbas para comprar o material, carregar ferro, pedra, cimento e tijolo e meter, literalmente, “a mão na massa” para ver crescer esta colectividade.
De entre estes homens, há um, em particular, de que vos quero falar hoje: O José Cordeiro.
Depois de tanto ter dado para a colectividade, esteve, também, na maioria das direcções, tentando manter viva e funcional a colectividade. Tem dado muito do seu tempo e esforço a esta causa, provavelmente, em detrimento de outras coisas que, na vida, foi deixando para trás para se dedicar a “esta criança que ajudou a nascer e a crescer”.
Mas não é para lhe prestar uma homenagem (embora fosse justa, não só para ele, mas também para os que tanto têm dado de tempo e esforço) mas para mostrar o quanto ingrato é o ser humano.
De repente, este homem, viu-se “riscado de sócio” (recorde-se que é um dos sócios fundadores), sem aviso prévio e sem ter contribuído, de qualquer forma para esta situação.
Talvez as pessoas não saibam mas, para se tirar alguém de sócio, de qualquer colectividade, tem de haver um comportamento, de tal forma doloso, que implique um processo disciplinar e uma assembleia-geral onde, os sócios, decidiriam o futuro do sócio na colectividade.
Ora, nada disto se passou! Não houve qualquer desavença, o homem sempre teve as quotas em dia e nem teria sabido de tal aberração se não são 2 outros sócios que o alertam, por terem estranhado ele não fazer parte das pessoas a convidar para a festa dos solteiros e casados.
Ora meus senhores, compraram a colectividade e ela passou a ser particular? – nesse caso não têm direito a apoios da autarquia e teriam de avisar da extinção da colectividade com os estatutos que lhe conhecemos.
Não tendo comprado a colectividade, pergunto eu:
• a direcção que afastou compulsivamente (e sem o seu conhecimento) este sócio, alguma vez leu os estatutos da mesma?
• Tem alguma razão lógica e racional para ter tomado tal atitude?
• Porque não procedeu como determina a lei que rege as colectividades, ou seja, arranjar o motivo, abrir um processo disciplinar e convocar uma assembleia para discutir o assunto?
• Porque não enviou uma carta registada ao sócio a participar-lhe a situação?
• E porque razão, nem soube o que responder, quando, interpelado pelo aludido sócio noo monento que este se dirigiu ao presidente da colectividade com a intenção de ser esclarecido?
Meus senhores, eu nem sequer quero acreditar que, a vossa incompetência e desapego seja deste tamanho! Nessa colectividade, faz-se qualquer coisa sem pensar nas consequências? Não há método de trabalho (epá, desculpem, esqueci-me: nem sequer há trabalho!...)?
Vamos esclarecer o assunto? Vamos elucidar os sócios (e já agora os nossos leitores) da razão das vossas atitudes inconsequentes?
Ficamos todos à espera de uma resposta!
2007-01-22
Associação recreativa Brites de Almeida
Esta colectividade que já tem o projecto de obras aprovado pela câmara, a quem já foi dado ferro e cimento e que conta com homens válidos para fazerem um bom trabalho, parece que adormeceu!
Salvo o caso que se dispuseram a ceder a sala ás crianças da escola primária para as actividades extra-curriculares e a sua participação na medieval de Aljubarrota, nada mais têm feito.
Ora é uma das colectividades melhor colocadas geograficamente (está a beira da nacional 8) e que não tem tirado proveito nenhum deste facto.
Conta com uma bela sala onde poderiam ser realizadas exposições, mostras e até colóquios e que não serve para mais do que mais um cafezinho da região.
Mas podia fazer mais pela cultura e desporto, não podia? Falta sangue novo para trazer ideias e colocá-las em prática?
Carvalhal de Aljubarrota
No dia 21 de Janeiro a comissão que já geria esta associação há 3 anos, cessou funções. Não se antes ter deixado obra feita.
Foram efectuadas obras no salão desportivo e cultural onde foram colocados ladrilhos, alumínios em portas e janelas, alterou-se a canalização e procedeu-se à pintura e iluminação do espaço.
A despesa total das obras orçou em 9.572,58€.
No entanto, diversas entidades e particulares contribuíram, para esta obra, de um forma gratuita e desinteressada:
• Junta de freguesia de Prazeres – mosaico de chão e azulejo de parede
• MVC – mármores para paredes W.c.
• Mármores Tojeira – lancis
• Mão de obra de pintura_ José Basílio, José Cuco e Carlos Duarte.
Mas como não só de obras vive uma colectividade, desenvolveram-se diversas actividades desportivas e culturais durante todo o mandato.
É bom saber que ainda existem colectividades que se preocupam em manter o espírito para o qual foram criadas.
O kenpo, o passeio de btt, os jogos tradicionais, a feira de artesanato e outras actividades que se foram apresentando não deram prejuízo. Muito pelo contrário, tiveram lucro a curto e a longo prazo – é que, divulgando a região, atraímos mais gente à terra e isso dar-nos-á capital histórico, no futuro.
Não posso, nem devo, esquecer um grupo que, muito na sombra destes homens que dirigiram a colectividade, muito contribuíram para que isso fosse possível – estou a falar das mães, das filhas e das esposas que directa ou indirectamente, foram a muleta desta colectividade. Bem-hajam os que saem e desejos de um bom trabalho para os que entram!
Rua dos Carvalhos –Prazeres
Já não basta parecer um caminho medieval, como ainda, ao tentarmos sair para a nacional 8 temos de seguir em direcção à vila. É que não dá jeito nenhum rodar o carro em direcção a Alcobaça devido ao ressalto e à falta de espaço de manobra.
Sr presidente, poderia fazer o favor de mandar arranjar esta estrada?
2007-01-10
Companhia S.A.Marionetas conta história da Padeira de Aljubarrota
A companhia de teatro S.A.Marionetas apresenta, no Auditório da Escola Adães Bermudes, um ciclo de espectáculos para as escolas, com marcação prévia, com início já no dia 9 de Janeiro. O “Theatrum Puparum, um original de José Gil, Sofia Vinagre e Natacha Costa Pereira, estará também no palco do Auditório da Escola Adães Bermudes, nos dias 27 de Janeiro e 10 de Fevereiro, ás 16 horas, para o público em geral. O espectáculo escolhido para Janeiro e Fevereiro é “Theatrum Puparum - A Padeira de Aljubarrota”, que conta a vida desta heroína portuguesa. Espectáculo para todas as idade.
“Theatrum Puparum” (teatro de bonecos), bonecos feitos de pau e barro manipulados por duas lindas donzelas, os bonifrates iluminados a candeias de azeite, relatam a história “ A Padeira de Aljubarrota”.
“Por ordem do senhor das terras de Aljubarrota que as funções sejam feitas de acordo com a verdade dos acontecimentos e que os bonecos representem fielmente as damas e os senhores dessas historias. Os animadores dos bonecos durante o acto estão proibidos de fazer graças sobre a pessoa do rei e da rainha, das damas, dos cavaleiros e dos senhores dessas historias, ou mesmo ao senhor nosso pai, sobe pena de lhes ser retirada a licença para animar bonecos ou receber um castigo maior citado pelo rei ou pelo senhor destas terras.”
Ficha artística
Original de José Gil, Sofia Vinagre e Natacha Costa Pereira
Encenação: José Gil
Manipulação: Natacha Costa Pereira, José Gil e Sofia Vinagre
Marionetas: Sofia Vinagre
Pintura das Marionetas: Natacha Costa Pereira
Pesquisa: Sofia Vinagre e José Gil
Estruturas: José Gil
Cenários: Natacha Costa Pereira
Figurinos das Marionetas: Sofia Vinagre
Costureira: Maria Luísa Gil
Produção: S.A.Marionetas – Teatro & Bonecos
Programa para escolas
As datas de apresentação são:
Janeiro – 9, 11, 16, 18, 23, 25, 30 – 3ª e 5ª
Fevereiro – 1, 6, 8, 13, 15 – 3ª e 5ª
O horário de apresentação será a combinar com os Senhores/as Professores/as. O Auditório da Escola Adães Bermudes tem uma lotação de 63 lugares. Para a realização do espectáculo terá que haver um mínimo de 30 espectadores por sessão. Poderão fazer a marcação para qualquer uma das datas, através do telefone: 967086609 – Sofia Vinagre. Dada a lotação limitada da sala, as marcações efectuam-se por ordem de chegada.
noticia publicada em "tinta fresca"
2007-01-07
Associação cultural da Lameira - mau serviço prestado!

Vamos voltar a falar da associação recreativa da Lameira. Infelizmente, sem ser pelas melhores razões. Já nos tínhamos referido a esta associação pelo facto de não ter apresentado nenhum trabalho durante o mandato desta direcção.
De facto, assim foi. Um ano desperdiçado, sem nenhuma iniciativa sócio-cultural.
Embora tenha belíssimas instalações, estas não foram aproveitadas para a realização de nenhum torneio desportivo, nenhuma exposição ou mostra de arte, nenhum apoio às actividades escolares de qualquer das escolas existentes na freguesia… nada!
Francamente custa a entender que uma colectividade tenha deixado passar um ano inteiro sem produzir nada em prol da população, da arte, da cultura e do desporto.
Durante um ano inteiro, funcionou como se se tratasse de um café comum que está, durante a semana, aberto cerca de 2 horas por dia.
Vale a pena ter uma associação, à qual foram dados diversos apoios para ampliação de instalações, para a ver servir de mero café? Isto não será, até, concorrência desleal para os cafés das redondezas e que não têm o mesmo estatuto, tendo de pagar mais impostos e estando mais sujeito a inspecções, a pagamento de segurança social, etc?
Não estará na altura de, estas associações reverem a sua postura na sociedade e começarem a ser pólos de divulgação e incentivo da cultura, das tradições, das artes, do desporto, etc.
Este foi um exemplo do que uma associação não deve ser. Mas existem mais! E eu gostava muito mais de falar das associações que fazem mais e melhor e que, com brio e muito trabalho tenham ajudado a desenvolver as localidades onde estão inseridas.
Esperemos que, a próxima direcção que tome a seu cargo a associação da Lameira, faça desta colectividade um local de cultural e lazer, que é, afinal o objectivo de qualquer colectividade local.
Carrascal de Aljubarrota - um bom trabalho!
O ambiente agradável das instalações e a simpatia das pessoas fizeram com que quisesse saber mais sobre esta colectividade.
Vim, então a saber que dão apoio à escola primária e ao Atl. Cedem as instalações ao Atl para que as crianças tenham 3 refeições por dia.
O Atl, por sua vez, tem funcionárias para as acompanhar à escola, tem actividades extra-curriculares e suportam os encargos com professor de ginástica durante os períodos de férias.
Ficámos a saber que necessitam (por ordem de uma inspecção) de obter uma chaminé em alumínio para a cozinha da colectividade, uma vez que servem refeições às crianças da localidade.
Sem me pedirem nada, eu achei que poderia contribuir para esta causa, colocando esta notícia, no “nosso Alcoa”, apelando, quer ás entidades públicas, quer a particulares, para ajudarem a adquirir esta chaminé.
Assim, quem quiser contribuir, poderá fazê-lo nas instalações da associação ou junto da comissão de pais do Atl do Carrascal.
E, já agora, seria pedir muito, solicitar que pagassem os subsídios de lei referentes à alimentação destas crianças a este Atl?
E seria possível que a escola permitisse que a ginástica destas crianças fosse efectuada no pavilhão da colectividade? É que seria mais fácil e cómodo, digo eu, fazer deslocar um professor, ao invés de fazer deslocar algumas dezenas de crianças para terem ginástica em condições muito abaixo do que têm no referido pavilhão.
Vamos fazer um esforço para acabar com as burocracias e facilitar a vida a estas crianças. Pode ser?
S. Vicente de Aljubarrota
Tal como referimos que havia um buracão junto à Padeirinha, cabe-nos agora, agradecer por este ter sido mandado tapar. Foi bom porque, assim, não foi visto pelo nosso presidente da república, no dia em que visitou a Arfai/Igm e em cuja estrada teria de passar, na sua saída.
Pena foi que, tal importante figura da nossa nação tivesse de contemplar a estátua da padeira sem que lhe tivessem lavado a cara e sem lhe terem tirado as impurezas da sua boca.
Mas fica para a próxima… Cavaco Silva voltará, decerto, a Aljubarrota!
Vila de Aljubarrota - as Janeiras
Foi com agrado que assistimos à apresentação das “janeiras” por parte do rancho fólclorico dos Moleanos no dia 5 de Janeiro de 2007.
Foi uma pena que, este evento, aliás à semelhança do que aconteceu em 2006, tivesse sido tão pouco divulgado.
A sua promoção foi feita com uma simples folha escrita a computador, na porta das juntas de freguesia.
Nem sequer na colectividade Brites de Almeida (a 100m do local do evento) foi afixado qualquer folheto informativo.
Assim, nem aproveitamos para ver estes artistas, nem promovemos os eventos que se fazem na terra.
De qualquer forma, o nosso muito obrigado ao rancho folclórico dos Moleanos.
E o cruzeiro do Carvalhal de Aljubarrota?
Acidente? Acto propositado? De facto não se sabe ao certo!
Ouvem-se diversas versões mas, das entidades oficiais – nada!
Apenas sabemos que os destroços de tão belo monumento estão à guarda da junta de freguesia ( e bem, no meu entender)
2006-12-31
vamos votar no Mosteiro de Alcobaça!
Como já todos sabemos, estamos entre as "21 mais" dentro de tantas maravilhas que temos em Portugal.
Por carta de doação de 8 de Abril de 1153, Afonso I e sua mulher entregaram à Ordem de Cister, poucos meses antes da Morte de São Bernardo, um largo território entre a Serra de Candeeiros e o Atlântico que se tornaram nos Coutos do Mosteiro de Alcobaça.
O Sumo Pontífice apreciou o gesto que colocava gente cristã no caminho dos árabes e berberes muçulmanos consolidando o território a norte do Tejo.
Afonso será reconhecido como Rei e Portugal como Reino pela bula Manifestis Probatum de 23 de Maio de 1179 e o Mosteiro foi sendo construído durante gerações de Reis de Portugal até ter a sua área Medieval construída no tempo de Afonso IV, na segunda metade do século XIV.
Envolvido desde sempre na política do Reino, o Mosteiro chegou ao século XXI firme, embora com algumas rugas que os homens lhe foram pondo.
Em 1223, a igreja é consagrada.
Em 1269, criaram-se pela mão de Frei Estêvão Martins, os estudos monásticos.
Em 1288, o Abade de Alcobaça e o Prior de Coimbra propõem ao Papa Nicolau IV, a criação dos Estudos Gerais.
Em 1309, D. Dinis manda edificar o actual claustro e o refeitório.
Em 1360, D Pedro I determina a construção das arcas fúnebres de D. Inês e sua própria, peças notáveis da tumulária medieval. Tão belas são essas esculturas que contam a vida dos amantes, dos seus santos e da sua religião.
No tempo do Abade Ornelas, D. João I é ajudado em Aljubarrota e pernoita, depois da vitória, em Alcobaça, aí assistindo às cerimónias do dia de São Bernardo.
D. Sebastião, menino correu pelo claustro do Palácio Abacial mandado construir por seu tio D. Henrique, último rei antes da monarquia dual.
D. Maria I e toda a família passam cinco dias em Alcobaça, em 1786. O tombo do reino aqui esteve durante séculos.
O edifício do Mosteiro guarda ainda soluções e técnicas do período românico, mas é um esplendor gótico que se nos oferece ao prazer dos sentidos.
Os arcobotantes da cabeceira e as naves laterais erguendo-se à altura da nave central estabilizaram o imenso corpo da igreja monástica.
Ao longo de sete séculos, os monges de Cister, construíram do nada, um edifício de dimensões invulgares, povoaram um território e desenvolveram nele um modelo de economia agro-pecuária jamais visto em Portugal transformando servos em agricultores e pastores. Ajudaram a fundar vilas e povoações, escreveram uma notável biblioteca e foram fiéis depositários dos documentos régios essenciais.
A arte da escultura em terracota preencheu a vida artística do Mosteiro nos séculos XVII e XVIII, dela ainda se guardam o retábulo da morte de São Bernardo, as estátuas dos reis de Portugal até D. José e recém-restaurada Capela-Relicário da Sacristia Nova.
A cozinha foi erguida no século XVIII, no lugar do local onde trabalharam durante a Idade Média os copistas. Utilizou-se o ferro fundido como suporte da enorme chaminé central, provavelmente pela primeira vez na construção civil.
Não teriam fim as indicações sobre St.ª Maria de Alcobaça em campos tão diversos quanto os da cultura, da história da arte, da construção civil, da história religiosa e política da região e do país.
Estas são algumas das razões que devem levar os portugueses a considerar o Mosteiro de Alcobaça como prioritário na votação das sete maravilhas de Portugal.
Santa Maria de Alcobaça é um ícone de Portugal, não tenha dúvidas, vote nele (www.7maravilhas.pt ).
Rui Rasquilho
Director do Mosteiro de Alcobaça
