CONTRA O AUMENTO DOS COMBUSTÍVEIS
E DO CUSTO DE VIDA
Alcobaça. 17 . Junho
Partida às 17.30 h
(Rotunda da Câmara)
Iniciativa do Movimento de Utentes dos Serviços Públicos
Seguida da homenagem a Luis da graça, foi inaugurada a estátua em honra dos nobres e sofridos trabalhadores da pedra, a qual foi oferecida pelo próprio “Ti Luis”, como muitos, carinhosamente o chamam.
Da autoria de Armando Martinez esta robusta e imponente estátua tem todas as caracteristicas do homem que, durante séculos tem manuseado tão nobre e tão dura matéria-prima.
A oferta deste monumento foi “apenas” mais uma dádiva do Grande Homem que tem sido este jovem empresário de apenas 77 anos para com a sua terra natal.
A estátua acaba por mostar um pouco do carácter de todos os que t~em trabalhado a pedra e que, ao olharmos bem para Luis da graça, podemos ver esses traços: força, robustez, esforço, dor, trabalho, calos e... muito amor no olhar. Sim, foi essa a imagem que tivemos enquanto o olhámos nos olhos enquanto ajudava a descerrar a placa da inauguração da estátua.
Mas não só o olhar deste homem que nos sensibilizou. O olhar da sua esposa que, em vez de olhar para a estátua, olhava para o seu marido, com aquele olhar que só uma grande companheira tem. Ah, é decerto uma grande companheira esta jovem e simpática senhora, em cujos belissimos olhos azuis teimavam em aparecer lágrimas de orgulho e felicidade.
E graças a este homem e ao apoio desta sua familia, Ataija, Alcobaça – Não! O próprio país tem a alegria e o orgulho de ter grandes obras de beneficencia e uma belissima estátua que conta parte da nossa história.
E quem melhor que o Dr luis Rosa para descrever este episódio? Ficamos com as suas palavras:
“... Quando Luis da Graça fez construir uma estátua descomunal, epopeica, pumjante de solidez e força, a que o escultor Armando Martinez deu forma, no sítio emblemático junto do antigo lagar dos frades, no local que foi da Lagoa ruiva, este acto consagrou a saga de todas as gerações de homens que arriscaram a ousadia de ir buscar às entranhas da terra os grandes blocos de pedra que espalharam pelo mundo todo,pela via da exportação, a matéria-prima de que se torna obra feita, arte, cultura, construção e mérito.”
Lúcia Duarte
No passado dia 25 , Alcobaça homenageou um grande Homem e um grande Cidadão. È com orgulho que fizemos parte dos que estiveram presentes na homenagem a Luis da Graça, um filho de S. Vicente de Aljubarrota, melhor dizendo, um filho de Alcobaça e um verdadeiro cidadão de Portugal.
Dificil será enumerar tudo o que este homem tem feito em prol do próximo. Aproveitamos para o fazer através das palavras proferidas pelo Provedor da Misericórdia de Aljubarrota (umas das instituições que apoiou e incentivou):
Para o descrever o provedor da M.A. usou os termos: simples, humide, honesto, trabalhador, generoso, de palavra, de carácter, enfim, um homem com quem se pode falar e com quem se pode contar e uma pessoa sempre pronta a ajudar.
Salientou, ainda, o sentimento de admiração e agradecimento com que todos falavam quando se referiam a este Homem, face ao contributo humano, civico e cristão de Luis da Graça perante a fam~ilia e a comunidade.
Também só assim se compreende que tenham estado mais de 3000 pessoas a prestar-lhe homenagem e a participar no que se tornou a grande festa “familiar” a que assistimos e participámos na Ataíja.
Finalmente, alguém é homenageado em vida e reconhecido pelo seu valor e contributo por tantas entidades oficiais e anónimas.
De entre outras, salientamos a presença activa e agradecida dodas seguintes entidades:
Contribuiram também para esta grande e merecida homenagem a fanfarra dos Bombeiros de Alcobaça, os ranchos folclóricos de Moleanos e sta Tereza, Grupo de dança Vibração (Moleanos), Banda de Música de Alcanede e a bandinha de Alcanede.
Este Grande Homem contribyuiu com mais de uma dezena de viaturas para os bombeiros e para as misericórdias. Bem mereceu o Busto que foi heregido em sua honra e que foi benzido pelo nosso sempre disponivel Padre Ramiro.
A obra (que tem uma força de expressão forte e bem estrutura, esteva cargo do belissimo escultor espanhol armando Marinez, um homem que, para além de um excelente artista, é a imagem da simpatia e da simplicidade.
Nesta edição começo por vos contar uma coisa que me deixou muito satisfeita, como cidadã e com sócia da associação Brittes de Almeida.
Um sócio e amigo da colectividade, de nome Arnaldo Ferreira, doou a esta associação uma mesa para a prática de ténis de mesa. Só por si o gesto desinteressado deste amigo de Aljubarrota já deveria ser motivo para a nossa gratidão mas, a intenção com que o fez deveria fazer-nos pensar.
Com mais um equipamento para a prática desportiva, numa colectividade que tem por objectivo incentivar e promover o desporto e a cultura, os jovens passam a ter mais um motivo de interesse e a colectividade é, ao mesmo tempo, ajudada.
Ah como eu gostava de ver mais gente a ter gestos tao nobres e desinteressados como os deste jovem....



Devo ainda realçar a presença espiritual do padre Ramiro que benzeu o espaço e os presentes no evento. Presença ainda, entre outras, do vice-presidente de câmara Carlos Bonifácio em representação do presidente, ausente por motivos de trabalho.
Dos discursos proferidos pelos presidentes de junta e pelo vice-presidente de câmara, destaco o seguinte:
De José Lourenço (presidente de Prazeres): “...é com enorme satisfação que vejo cumprida esta missão mas só foi possivel graças à colaboração do centro de saúde, funcionarios (as) e demais pessoas que contribuiram com dedicação e trabalho e também à harmonia e esforço de trabalho das duas juntas...”
De Amilcar Raimundo (presidente de S. Vicente) : “...é uma mais-valia para Aljubarrota. Lentamente, vamos trazendo o progresso para Aljubarrota...”
De Carlos Bonifácio (Câmara municipal) : enaltece a data em que se comemora 15 anos da confirmação da passagem de Aljubarrota a vila e enaltece a boa colaboração entre as duas juntas e na importância deste facto para bem servir a população.
Recorda a legislação que obriga os edificios públicos a permitir o acesso a doentes, deficientes e idosos e recorda que todos, mais tarde ou mais cedo, vamos sentir as mesmas dificuldades desses cidadãos.
Há ainda, uma intervenção de Amilcar Raimundo que, no meu entender, merece a nossa especial atenção. Quase em tom já informal mas convicto ( e partilhado por José Lourenço) disse :”ESTAMOS ANSIOSOS PELA REQUALIFICAÇÃO DE ALJUBARROTA. Aljubarrota merece que isto seja visto pela câmara. Recorda ainda que a intervenção e protecção do edicio onde se situa a famosa janela manuelina, prometida pela Cma não se faz notar, embora tenham sido comunicadas, as irregularidades cometidas na mesma, pelo actual elenco de junta. (sinceramente, gostei deste alerta!)
Ao bom modo da Cma, ouvimos de Carlos Bonifácio a promessa de que Aljubarrota vai, de facto, ser alvo de intervenção a nivel da reforma dos espaços publicos e da atenção que uma zona histórica como aljubarrota deve ter. Salientou que há empenhamentto e vontade da Cma de fazer sempre mais e melhor por esta vila e que Aljubarrota é uma prioridade no Cren (registámos a promessa!).
Salientou ainda que Aljubarrota não sofreu atentados urbanisticos (bem....!.....) e que está em condições de ser agarrada (em tom de brincadeira, o nosso pároco disse que gostava de ainda puder ver isso! Eu concordo com ele, será que vai ser desta?Esperamos que sim!)
Agradecemos, desde já, a colaboração que o presidente desta colectividade tem prestado ao nosso Alcoa na cedência de noticias e na disponibilidade e amabilidade que tem tido para nos receber.
Desta vez, cabe-nos informar sobre o convite que a direcção da colectividade dirige, através do nosso jornal, a todos os sócios em particular e à população em geral a participarem na festa/convivio de solteiros e casados que se irá realizar em 06/07/08.
Oportunamente, daremos mais informação sobre este evento. No entanto, quer a direcção em exercício quer o nosso jornal, gostariam muito de vos ver a contribuir para esta festa convivio honrando a colectividade com a vossa presença. Vamos lá divertirmo-nos um pouco, ok?
25º.ANIVERSÁRIO DO FALECIMENTO
Um grupo de amigos tem marcada uma missa, por Luís de Sousa Sabino, falecido há 25 anos, para 10/06/2008 às 18H00, na capela da Ataíja de Cima. Depois da missa vai fazer-se uma romagem ao cemitério e em seguida vai haver um convívio no Salão Cultural da Ataíja de Cima. Todos estão convidados. Quem quiser dar alguma achega contacte:
§ José L. Sousa (Zé da Ilda) – tlm. 96 60 450 16,
§ Celeste Constantino – tlm. 96 704 25 19,
§ Maria do Céu (Carrascal) – tlm. 96 464 81 67.
Após ter estado algum tempo fechada, a colectividade Brites de Almeida, em Aljubarrota, abriu, de novo, as portas ao público no dia 1 de Maio.
Talvez este dia tenha sido escolhido por ter havido um grupo de gente de trabalho que tudo fez para não deixar fechado este importante espaço de convívio.
O salão principal foi pintado, o equipamento mudado e, até o horário de funcionamento foi alterado (passa a estar aberto das 11h ás 15h e das 17h às 23h).
Para este horário de funcionamento foi criado um novo posto de trabalho.
As obras de limpeza e restauro foram asseguradas pelos elementos da direcção e esposas e apoiadas por um anónimo (com a doação de 500€) e pelas duas juntas de freguesia (um balde de tinta cada uma).
A direcção é composta pelos seguintes elementos:
Presidente: Jaime Ferreira
Vice-presidente: Nuno Sousa
1º secretário: António Ângelo
2º secretário: António Luís Pereira
tesoureiro: João Mariano
Na Assembleia-geral:
Presidente: António Machado
Vice-presidente- Vítor César
Secretária: Emília Cordeiro
Como vogais estão: Joaquim Carreira, José António Almeida e Nuno Patrício
No conselho fiscal:
Presidente João Manuel Carvalho
Secretário: Paulo José Gomes
Como suplentes: Cidália coelho, António Barata dos Santos, José Júlio Alves, Jorge Humberto Coelho e Ana Sofia Pascoal
Será bom recordar que este grupo vai ter uma pesada missão dada a complexidade da obra a que anteriores direcções se propuseram fazer e que tem estado parada.
Para além de desejarmos um bom trabalho a este grupo, aproveitamos para fazer aqui um apelo: aos sócios que, por qualquer motivo, se esqueceram de colocar em dia as quotas – por favor façam-no porque só com a colaboração de todos a colectividade poderá dar seguimento à obra
Pessoal, já é possível circular na Rua Principal, sem andarmos a tentar encontrar um pedacinho sem buracos!
Os nossos pobres carritos agradecem à junta de Prazeres!
Aljubarrota é uma das vilas mais antigas de Portugal. Considerado um ponto estratégico, na batalha que lhe deu o nome, aliado à lenda da Padeira, tornaram Aljubarrota um dos locais mais conhecidos da nossa história.
Mas Aljubarrota não vive do seu nome glorioso. Aljubarrota precisa de agitação a nível cultural e turístico.
Precisa de gente com visão e com garra que lutem por ela, precisa de fixar e/ou atrair jovens, novas ideias, reestruturar mentalidades. Precisa de olhar o presente tentando alcançar um futuro mais promissor.
O turismo será, de certo, o caminho, não só das nossas freguesias, mas de todo o concelho.
Talvez as freguesias de Aljubarrota não representem muitos votos mas apenas porque ninguém apostou nelas, de verdade. Aliado à história, temos o facto de ser um ponto de passagem dos peregrinos para Fátima e o que se tem feito para aproveitar este factor? Nada!
Agora, nem temos um local onde se vendam recordações da terra, não temos um posto de turismo e, até temos de recorrer a pessoas de fora para divulgar a nossa terra às imensas excursões que por cá passam.
Ah, como eu gostava de ver isto mudar!...
No dia 25 de Maio de 2008 Vamos ter o gosto de ver uma homenagem a uma das profissões que mais têm contribuído para o desenvolvimento do nosso concelho. Da autoria do escultor Armando Martinez e com a sensibilidade que lhe é característica, podemos ver representada a vida destes homens duros e de valor.
Pessoalmente, gostei de saber que este sector está a ser homenageado, como gostei de saber que uma figura benfeitora do nosso concelho vai ser homenageada ainda em vida – estou a falar de Luís da Graça.
Programa da Inauguração:
14h – Missa na Capela da Ataija
14h45m – homenagem a Luís da Graça, frente à capela – aqui, terá a honra de estar em contacto físico com as 10 ambulâncias oferecidas por este homem a diversas instituições, entre as quais as de Porto de Mós, Alcobaça e Santarém.
15h30m – Cortejo com a fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Alcobaça e os Ranchos Folclóricos dos Moleanos e Casais de Santa Teresa.
16h – inauguração da estátua.
Pessoal de Aljubarrota – VAMOS TODOS LÁ! São justas homenagens!
Mais um assunto resolvido! Os jovens que, até agora, aguardavam o transporte rodoviário mal abrigados passam a ter um abrigo condigno. A junta de freguesia de S. Vicente colocou mãos à obra e transformou um terreno cheio de silvas num ponto, não só de abrigo a quem esperava o transporte rodoviário mas também a um centro para convívio dos menos jovens. Boa Senhor presidente, vê como eu também sei dizer bem do que é bem feito?
Situação embrulhada há cerca de 4 anos, teve, finalmente, uma resolução: as escrituras foram efectuadas, as pessoas indemnizadas e os nossos defuntos já vão poder ter um chão na terra das freguesias.
A limpeza do terreno pode ser agradecida a Luís da Graça que, mais uma vez se disponibilizou para ajudar as nossas juntas de freguesia, cedendo as máquinas que permitiram efectuar o trabalho. O nosso muito obrigado a este bom homem!
Ora lá voltamos a falar de um presidente de junta que tem feito tudo para cumprir o programa com que se candidatou. Começa a ser raro na política, nos tempos actuais.
Estamos a falar das obras de Chiqueda com o alcatroamento da estrada principal e a colocação de valetas.
Falamos, ainda, da remodelação da rede de água canalizada na Rua dos Brejos e na conclusão das obras da sala de aulas do Carvalhal..
Esta associação que, em Aljubarrota, todos conhecem, tem vindo a criar iniciativas que ajudam á divulgação e desenvolvimento da nossa vila.
Desta vez, foi o 1º Troféu Trial do Oeste.
Com inicio a 13 de Abril frente às bombas da galp em Aljubarrota, com segunda prova em 25 Maio e a final em 21 Junho na Lameira (parque do inverso).
Provas a não perder e uma associação a apoiar· Segundo o jornal Tinta Fresca, o Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota, localizado no concelho de Porto de Mós, vai ser inaugurado em Junho ou Julho. È de estranhar que os poderes locais do concelho de Alcobaça nada façam para divulgar turística e culturalmente Aljubarrota. Mas a isso, já vamos estando habituados!
Aljubarrota, tão importante na conquista da nossa independência, apenas é recordada pelos autarcas, por alturas da feira medieval.
Mas Aljubarrota existe todo o ano! O comércio, esse, vai-se ressentindo da falta de iniciativa autárquica a nível do desenvolvimento da região. Vamos fazer alguma coisa por estas gentes que, afinal, também pagam impostos?
Cá estou de novo para vos tentar trazer um pouco da vida de Aljubarrota. Prometo que, desta vez, venho para ficar!
Prazeres
È com bastante agrado que tenho verificado que, nesta freguesia, se têm cumprido os objectivos propostos pelo actual presidente.
A pouco mais de 1 ano das próximas eleições, estão quase cumpridas as promessas feitas durante a última campanha eleitoral.
Embora dependendo de outros organismos para avançar em determinadas áreas, o saneamento do Carvalhal de Aljubarrota vai mesmo avançar. O mesmo podemos dizer do projecto de requalificação da vila e do acesso aos correios em andar térreo.
Em conversa com o actual presidente pudemos ter a certeza de que o posto de correios iria começar a funcionar no rés-do-chão e que as obras já tiveram inicio. A inauguração do espaço está prometida para Maio.
S. Vicente
Segundo informação do presidente de junta, Amílcar Raimundo, no dia 25 de Maio vai ser inaugurado o largo do Cabouqueiro.
Já muito se disse sobre a estátua que vai ser erguida em homenagem a todos os homens que trabalharam, ou ainda trabalham, na indústria da pedra, uma das mais relevantes para a economia do nosso concelho.
Serão várias as individualidades presentes neste evento e esperamos que a comunicação social lhe dê a importância que efectivamente tem.
Geral
Foi lançado a concurso o troço do IC9.
Esta estrutura irá beneficiar ambas as freguesias de Aljubarrota. Está prevista a conclusão desta obra dentro de 2 anos.
Foi convocada pelos membros do grupo A.T.A.C. (Amigos da Terra por Amor à Camisola), todos eles residentes nas freguesias de Prazeres e S. Vicente de Aljubarrota, a seguinte MANIFESTAÇÃO:
Vai realizar-se no próximo dia 7/12/2007 (sexta-feira) pelas 18h30m uma manifestação de Automóveis em Marcha Lenta.
Esta manifestação juntar-se-á no largo do campo de futebol de S. Vicente de Aljubarrota, que fica em frente à pastelaria “PADEIRINHA”.
O início é às 18h30m de onde seguirá em marcha lenta de automóveis em direcção aos Paços do Concelho, onde seremos recebidos pelo nosso presidente de Câmara, Dr. Gonçalves Sapinho, pelo presidente da ADEPA (Associação ambiental) e pelo engenheiro do ambiente Valdemar Rodrigues.
Nesta data e à mesma hora (18h30m) sairá outra concentração do Restaurante “O ALCIDES” (termo de Évora) conhecido também como Moleanos de Évora, junto ao IC2, freguesia de Évora em frente à recauchutagem do sr Manuel Paulino.
Seguirá pelo IC2 e vira em Casais de Sta Teresa, seguindo pelo Vale Vazão, Mogo, Olheiros, Aljubarrota, em direcção á Câmara Municipal de Alcobaça.
Esta manifestação será de todas as freguesias atingidas e da população do concelho de Alcobaça em geral.
VAMOS MOSTRAR DE NOVO A NOSSA FORÇA E REPÚDIO CONTRA A TENTATIVA DE PASSAGEM DO TGV NO CONCELHO DE ALCOBAÇA.
Vamos defender o nosso meio ambiente, o nosso património arqueológico e histórico, as nossas habitações, a nossa paz, a nossa qualidade de vida e as nossas gentes…
Não fique em casa, junte-se a nós nesta luta que também é sua.
Se não tem veiculo, vá no do vizinho, venha no nosso ou fale com o seu presidente de junta.
Todos juntos arranjaremos meio de transporte para todos.
Contactos das juntas:
Èvora: 262509418
Prazeres: 262507113
S. Vicente: 262507300
Há momentos em que eu adorava ser um belo sino de igreja. Sabem porquê? Para tocar até cansar e acordar as gentes de Alcobaça.
Será que estão todos egoistamente a pensar nas suas vidinhas, nas telenovelas e no futebol que não abrem os olhos para o que, de facto, é importante para preservar o nosso passado deixando-o intacto para o futuro?
Já se deram ao trabalho de pensar que o TGV só vai servir os grandes interesses económicos e não as populações?
E já pensaram porque é que Portugal passa a vida a curvar-se aos interesses de Espanha?
E porque é, de cada vez que há uma questão importante para resolver, em Alcobaça, se arranjar logo uma feira, uma festa, ou qualquer outro evento para desviar as atenções dos que vão ser lesados?
ACORDEM!
Estão a ser seriamente comprometidos os nossos bens históricos, patrimoniais e sentimentais.
Estamos a comprometer o futuro dos nossos filhos e dos nossos netos.
ACORDEM!
Podem vir a acordar tarde demais! Juntem-se a todos nós numa luta pela preservação da nossa qualidade de vida!
Não se deixem enganar por aqueles que, de nós, só querem os impostos e os votos!
Esqueçam as bandeiras politicas, levantem-se dos sofás, deixem as pantufas em casa e venham lutar connosco, até porque, de um momento para o outro, podem ficar sem a casinha onde, hoje, estão serenamente à lareira a ver as telenovelas.
BOLAS, ACORDEM!!!!!!!

Foi com enorme desagrado que a população de Aljubarrota recebeu a informação sobre os possíveis traçados do TGV por terras de Alcobaça.
Mais surpresos ficaram, ainda, quando perceberam que a CMA já sabia de tudo há muitos anos e que, numa posição ditatorial bateu com a porta à RAVE e não quis negociações.
E isto não ficou por aqui! Os presidentes de junta alegam falta de informação por parte da câmara.
E a CMA bateu com a porta, não perguntou mais nada, não avisou ninguém e, para cúmulo, em Agosto, o presidente da câmara, foi descansado para férias, mesmo estando a iniciar-se a consulta pública sobre o tgv por estas terras.
Aljubarrota é um conjunto de duas freguesias de gente muito trabalhadora e pacata mas “tem sangue de padeira na guelra!”.
Esta gente não gosta de ser enganada, não gosta que lhe venham tirar o que lhes custou a ganhar e, decerto, também não gostaram de saber que o sr Sapinho tudo fez para esconder ou omitir informações aos que lhe pagam o ordenado, ajudas de custo, subsídios, viagens, motorista particular, etc.
Abram os olhos! Vamos colocar as nossas freguesias à venda aos espanhóis? O tgv não serve os nossos interesses, não traz melhorias nem na economia, nem no turismo da nossa vila e, agora, alguns, que tanto apregoam uma determinada maneira de pensar, num passado recente, tudo fizeram para vos esconder a verdade.
No entanto, um grupo de habitantes de Aljubarrota, (a saber Francisco Vicente, João Trindade, Marília Russo, Jorge Alves e Noémia Rodrigues) fez o papel que deveria ter cabido aos autarcas : promoveram sessões de esclarecimento nos Moleanos e na Ataija de Cima; passaram noitadas a angariar documentos para a agência do ambiente; fizeram pesquisas, contactaram porta-a-porta os habitantes das localidades das freguesias; convidaram os presidentes de junta a participar nas sessões de esclarecimento (também o fizeram à câmara municipal, que, mais uma vez “se borrifou” e não compareceu) distribuíram panfletos, andaram com uma aparelhagem em carro particular (com todos os custos por sua conta) a anunciar as sessões, etc.
E sabem o mais estranho? Estas pessoas não são políticos! Não os move mais do que o amor à nossa terra e é o sentimento de cidadania que os move – Ah, Grande gente de Aljubarrota!
Vamos lá gente da histórica terra da padeira – abram os olhos e lutem por aquilo que é vosso! Esta é a batalha de Aljubarrota deste século!
Com a passagem do Tgv a ameaçar separar e destruir parte das nossas freguesias, pondo em causa, não só os bens que, suadamente conseguimos e sobre os quais pagamos pesados impostos mas também a nossa saúde física e mental, conseguiu-se, finalmente, acordar o povo de Alcobaça.
Mostrando que está farto de ser um dos parentes pobres da sociedade portuguesa e já tendo permitido demasiados disparates que por cá foram sendo feitos em nome do progresso, o povo alcobacense mostra-se agora, atento e firme na decisão de não deixar passar por cá, a oeste da serra dos Candeeiros um comboio de alta velocidade.
Assim, apareceu, na Benedita, um grupo de pessoas que, amando a sua terra e, após um esclarecimento sobre o assunto por parte da junta de freguesia da Benedita, arregaçou as mangas e criou o movimento anti-tgv.
Mas porque não é só a Benedita a zona afectada pelo enganoso”progresso” e porque Aljubarrota já é famosa pela sua batalha apareceu, também, nestas freguesias, um grupo de padeiras e D. Nunos que, apoiados, incondicionalmente, pelos seus presidentes de junta, arregaçaram as mangas e decidiram, não só juntar-se ao movimento criado na Benedita mas, também, realizar sessões de esclarecimento à população.
E assim foi, no dia 28 de Outubro começaram estas sessões nos Moleanos e em Ataíja de Cima.
Tivemos a agradável presença dos presidentes de Benedita, S. Vicente de Aljubarrota, Évora de Alcobaça, Prazeres de Aljubarrota e Turquel, de um representante da EDAPA e de um dos elementos do movimento anti-tgv e de uma população que aderiu em massa, mostrando sede de esclarecimento.
Mas, mais importante que qualquer coisa que possamos dizer sobre o assunto, são as palavras dos próprios mas, o que nós Alcoa, não conseguimos reproduzir, em palavras, os sentimentos que vimos nos olhos destes homens e mulheres.
Podemos, no entanto, garantir que, temos junto de nós e na linha da frente, autarcas que dizem com vigor: “NÓS NÃO VAMOS VENDER AS NOSSAS FREGUESIAS EM NOME DE UM PROGRESSO QUE SÓ SERVA ESPANHA E LESA OS QUE NOS ELEGERAM!”:
José Lourenço (presidente da junta de freguesia de Prazeres de Aljubarrota):
“A minha junta apoia o movimento anti – tgv
Não concordamos com qualquer traçado Lisboa – Porto. Tentando “dar-nos a volta” a RAVE decidiu receber os presidentes de junta, não em conjunto, mas em separado, cabendo o dia 2, pelas 10h, a reunião onde serei recebido junto com os meus colegas de S. Vicente e de Évora de Alcobaça. Prevê-se que a linha escolhida seja a linha da escola.
Este projecto e uma tragedia. FACAM/SE OBRAS NAS LINHAS DO Norte e do oeste!”
Numa atitude lúcida e coerente, José Lourenço, embora o traçado previsto seja o menos desfavorável à sua freguesia, diz “NÃO”.
Joaquim Pego (presidente da junta de freguesia de Évora de Alcobaça):
”Sou totalmente contra a passagem do tgv e da linha Lisboa – Porto. No entanto, sou a favor da ligação Portugal – Espanha.
Quero alertar-vos para o facto de as indemnizações virem a ser cerca de 1/3 do valor real das propriedades e somente abrangendo a metragem correspondente a 40 m de corredor e 25m para cada lado correspondendo à medida de segurança.”
Amílcar Raimundo (presidente da junta de freguesia de S. Vicente de Aljubarrota):
“Eu ando extremamente desassossegado!
Todos nós somos do movimento anti – tgv.
Todos juntos vamos conseguir agarrar este monstro e travá-lo à entrada da Benedita e, nessa altura, queremos o apoio de todo o povo!
E que não lavem as mãos os que pensam não vir a ser afectados nas suas casas – lembrem-se que, quando há fogo no quintal do vizinho, ele pode passar para o nosso! Metade dos Casais de Sta Teresa vão abaixo e tudo isto vai causar danos, não só físicos, mas também psicológicos em toda a população.
E lembrem-se que temos de ser solidários. Hoje, ainda nem sabemos qual é o quintal do vizinho que vai arder!”
Maria José (presidente da junta de freguesia da Benedita):
“Qualquer dos traçados corta a Benedita ao meio e passa direito ao futuro centro empresarial da Benedita.
Já sofremos muito com todas as obras que nos têm sido impostas mas esta, nós não vamos deixar passar!
Não consigo entender a razão pela qual foi abandonado o traçado do estudo inicial / a este da serra dos candeeiros.”
Carlos Mendonça (representante da ADEPA):
“O assunto está em aberto e, todos juntos, temos capacidade para impedir esta catástrofe.
O nosso património histórico, arqueológico e arquitectónico, a fauna e a flora estão em causa: falamos de Chiqueda, Olheiros, Carvalhal, Ataíja, etc.
Estamos solidários com a população que esta contra a passagem do tgv. Estranhamos que, embora o estudo de impacto ambiental foque todos os pontos afectados, a rave mantenha estes traçados.
Temos de vos dizer que o tgv vai atingir em cheio o vale e um núcleo de grutas de interesse arqueológico, não só nacional como internacional
Bruno (movimento anti – tgv):
“Este movimento nasceu da necessidade de travar algo que vai comprometer o passado, o presente e o futuro da nossa freguesia. Agora somos mais: somos 5 freguesias a não querer o tgv a passar nas nossas terras.
As pessoas têm de saber os problemas que vão advir das ondas electromagnéticas (problemas cancerígenos), as consequências do efeito de ruído, a mobilidade que fica posta em causa, o problema da irregularidade dos subsolos (temos de recordar que os nossos subsolos parecem um queijo suíço) e que a trepidação provocada pela passagem deste meio de transporte de alta velocidade vai afectar, muito em especial as casas que ficarem perto e que não estarão contempladas com as demolições, o fim de determinadas espécies animais e vegetais, únicas no nosso concelho, etc.
O povo tem muita força para travar isto! A interrupção do Ic2 por 4 horas e da assembleia de câmara foram um exemplo do que estamos dispostos a fazer!
Nós vamos ganhar esta luta porque a razão está do nosso lado!
José Diogo (presidente da junta de freguesia de Turquel):
(desculpem a colherada mas a emoção e a força deste homem foram, de facto, a viva voz de um verdadeiro homem do povo, sem papas na língua e com muita garra!).
“Fala-se disto desde 2003 e os presidentes de junta nunca foram ouvidos!
A CMA não deu satisfações!
Das 11 câmaras envolvidas, a de Alcobaça, agora diz que não, e nisso eu estou solidário com ela, mas… continua a faltar informação.
Eu não vou a RAVE vender a minha freguesia!
E a primeira vez que os presidentes de junta estão unidos mas a vitoria nesta luta só se consegue com a união e a luta do povo.
Temos de mostrar ao governo que nos não estamos a venda!
Desta vez tem de ser diferente! o povo já deveria ter tido reacção em relação a outros assuntos e manteve se calado
Isto e um atentado e um crime contra o concelho como nunca vi antes!
E altura de dizer ao município de Alcobaça que tem de fazer alguma coisa, já que tem andado a dormir!
Eu não me interessam partidos o que eu fiz foi um juramento a bandeira nacional e tenho de trabalhar e dar a cara por e para quem me elegeu!
Temos de dizer claro que tudo isto e uma invasão de propriedade privada e um desrespeito por todos nos!
Nos os presidentes de junta não temos andado a dormir.
Chamem/me atrasado, se quiserem, por ser anti/tgv mas eu tenho problemas mais importantes para resolver na minha freguesia!”
Lúcia Duarte
Não consigo encontrar outro termo para definir o estado dos paralelos das ruas de Aljubarrota.
È, realmente uma armadilha para as crianças e para as populações mais idosas da região.
Às vezes, dou comigo a pensar na batalha de Aljubarrota e na táctica do quadrado utilizada por D. Nuno e, não sei se esta táctica dos paralelos mal colocados não teria resolvido melhor o problema.
Talvez seja alguma táctica para afastar os “famosos talibãs” (citando palavras do nosso presidente Gonçalves Sapinho quando se referia aos turistas que nos visitam) e evitar a visita dos turistas a esta região. Será?
Talvez fosse bom saber-se que, as pessoas que sofrem acidentes por mau estado das estradas, passeios, etc, têm o direito de ser ressarcidas das despesas e dos problemas que advenham desta falta de zelo.
Contactados os presidentes de ambas as juntas e interpelados sobre o assunto, fomos informados que, durante o 4º quadro comunitário irão aparecer verbas para a requalificação da zona histórica de Aljubarrota. Bom e até lá, quantos mais braços e pernas se vão partir?
Faço um apelo ao Dr Sapinho – já que gastou 150 000 euros na promoção do mosteiro de Alcobaça, não teria para aí uns troquitos a mais que pudesse dar às nossas juntas para elas poderem zelar pelas suas populações? Ou,, tal não sendo possível, então, pedir ao Luís de Matos que fizesse uma magiazita para nos acertar os paralelos.
Vá lá, senhor presidente, nem que seja só por uma vez durante o seu mandato, faça alguma coisa por Aljubarrota, pode ser?
Cabe-me aqui agradecer ao presidente de S. Vicente o facto de, após ter sido alertado, pela notícia publicada no número anterior, sobre o mau estado de manutenção do parque infantil de Aljubarrota ter tomado a iniciativa de mandar limpar o mesmo, bem como cortar as sebes que estavam enormes.
Ficamos satisfeitos por, de alguma forma, podermos ter contribuído para melhorar alguma coisa na nossa vila. Obrigado!
Embora tenha uma população envelhecida e pareça permanecer no esquecimento da Câmara Municipal de Alcobaça, Aljubarrota, para além da lenda da padeira, é rica em monumentos históricos.
Eu sei que estamos em época de requalificação e que parte da nossa vila foi classificada como zona histórica mas, nem por isso podemos deixar de estar atentos aos monumentos e casas características que devemos preservar.
Não é só colocar um busto de homenagem a Eugénio dos Santos (cuja estátua ficou belíssima) – é preciso manter e preservar a casa onde nasceu e, essa fica bem na rua principal da nossa vila.
Por ignorância, ou por desconhecimento da preciosidade que esta casa representa (com as belíssimas janelas bem antigas), deu-se inicio às obras de restauro. Até aqui tudo bem mas, meus senhores, colocar alumínio nestas janelas?
Logo que fui alertada para o facto, dirigi-me ao presidente de junta de S. Vicente. Prontamente recebida, o autarca ouviu a mensagem e informou-me que já tinha dado conhecimento deste facto ao arquitecto da câmara, responsável por esta área em Aljubarrota.
De facto, no dia imediatamente a seguir, os fiscais compareceram no local. Se foi por este motivo ou por outro, não sabemos. Mas, o facto é que, os andaimes foram retirados.
Pronta actuação quer da junta de S. Vicente, quer da câmara municipal, esperemos que isto não fique por aqui e possamos constatar que vai ser reposta a janela mas sem alumínio.
A passagem do TGV pelo nosso concelho irá provocar imensos problemas de carácter social, económico, patrimonial e histórico.
Talvez seja tempo de vos dizer que existe um estudo de impacto ambiental, de cerca de 150 páginas, onde podemos encontrar alguns “pormenores” que a RAVE recebeu do Instituto do ambiente e Desenvolvimento, de entre os quais destaco algumas passagens:
Ora estas não são palavras minhas, fazem parte do estudo que acima referi mas, o estudo ainda nos diz mais:
“Tendo em linha de conta a análise da dinâmica urbana e territorial prevê-se que o efeito barreira do traçado irá provocar consequências negativas nos núcleos urbanos atravessados marginalmente relativamente aos seguintes aspectos:
Síntese:
1. Separação de núcleos urbanos consolidados, com alterações na dinâmica urbana e social existente, além de eventuais desequilíbrios funcionais
2. Fragmentação do território com as seguintes consequências: isolamento de núcleos existentes ou alteração das actuais dinâmicas de expansão urbana.
3. O atravessamento ou a proximidade da linha de alta velocidade às áreas classificadas poderá colocar em causa a susceptibilidade dos valores naturais (…) inviabilizando o objectivo que as norteia.
4. (…) Há que ter em atenção as questões ligadas à fragmentação do habitat.
5. A fragmentação do habitat é um aspecto a ter em conta sobretudo como efeito cumulativo.
6. O efeito barreira provocado por uma infra-estrutura de transporte linear limita a deslocação das espécies no território conduzindo à diminuição da diversidade genética das comunidades que ficam isoladas (função dos problemas de consanguinidade) o que terá reflexos a nível da biodiversidade, alem de outros efeitos indirectos como o ruído
Meus amigos, é isto que queremos para Alcobaça? Porque é que isto não nos foi dito antes? Terá de ser Alcobaça, mais uma vez massacrada em prol da imposição de alguns sobre a nossa qualidade de vida?